quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Oportunidade, cadê?


A palavra oportunidade vem martelando diariamente na minha cabeça. Por que as empresas não dão oportunidade para profissionais recém-formados ou sem muita experiência em determinada área de trabalho? Me pergunto isso direto.


Toda vez que vejo um anúncio de emprego, vem lá “3 anos de experiência na área“. Vamos lá gente, estamos na era digital, mídia social, tudo muda a todo instante, então, para que profissional com tanto tempo de experiência? Pode ser que ele já esteja até desatualizado do jeito que tudo anda hoje.

Os empresários deveriam dar mais oportunidades para os jovens profissionais se inserirem no mercado de trabalho. Precisamos renovar, colocar sangue novo.

Força de vontade em aprender pode contar muito mais que anos e anos de experiência. Como podemos exigir tanto das pessoas se elas não tem a oportunidade de mostrar para o mundo seu trabalho e a sua vontade em aprender cada dia mais?

Infelizmente, não vivemos em um país com tantas oportunidades assim, se hoje você não tem um bom “QI” (quem indica), você não consegue um bom emprego ou “descola” uma ótima entrevista de emprego.

Quando será que os jovens profissionais terão sua oportunidade no mercado de trabalho??

terça-feira, 13 de julho de 2010

Escolhas

Sempre acreditei no ditado que diz: “A vida é feita de escolhas”.

Realmente a todo momento isto nós é colocado em prova. Quando tinha quinze ou dezesseis anos, fiz a primeira grande escolha da minha vida. Cheguei para minha mãe e disse: “quero começar a trabalhar e ter a minha independência financeira”; Meus pais nunca se opuseram às minhas escolhas. Pelo contrário, sempre me apoiaram.

Desse dia em diante tudo começou a mudar. Fui até o Centro Social de Votuporanga e me inscrevi para um curso de formação para o primeiro emprego. Lá, aprendi muita coisa e conheci pessoas maravilhosas.

Depois de ter concluído o curso, esperei alguns meses e comecei a trabalhar. Como foi bom receber o meu primeiro salário. Me lembro que recebi somente uma parte por começar a trabalhar no meio do mês. Recebi R$ 60,00 reais dentro de um envelope feito com papel de rascunho. Eu o tenho guardado ainda.

Fiquei um tempo nesse emprego, e mesmo trabalhando lá, o pessoal do Centro Social me levou para fazer entrevista em uma das maiores empresas da cidade. Esse emprego era o sonho de consumo de qualquer DAFIC (Departamento de Apoio, Formação e Integração a Comunidade), como éramos chamados. Passei na entrevista e comecei a trabalhar lá.

Foi nessa empresa aonde cresci como profissional, aprendi milhares de coisas e fiz os melhores amigos que alguém pode ter.

Quando completei 18 anos, fui registrada como funcionária. Naquela idade, terminando o colegial, mais uma escolha a ser tomada. Fazer faculdade do quê? Para escolher melhor, decidi ficar um ano parada. Depois, me inscrevi para o vestibular, iria fazer Direito. Jurava que um dia seria uma grande juíza.

No terceiro mês de faculdade vi que não era exatamente aquilo que queria. Direito Penal, Direito Civil, códigos, parágrafos e incisos, não, realmente aquilo não era para mim. No outro dia já tranquei minha matrícula.

Parei por dois anos, e assistindo um filme decidi: Vou ser JORNALISTA!

Não tive dúvidas, adorei o curso, os professores, enfim, havia me encontrado!

Trabalhava durante o dia, chegava em casa e ia para faculdade. Foram quatro anos de muito trabalho e força de vontade. O dinheiro que ganhava, ficava praticamente todo para pagar a mensalidade. Mas valia a pena! Valeu a pena!

Último ano, correria de monografia e paralelo com tudo isso tinha a empresa. Nesse meio tempo, recebi uma promoção que agarrei com as duas mãos. Fui “supervisora” do meu setor, não me cabia de felicidade, tudo bem que não tinha muito a ver com a faculdade. Trabalhava com treinamento e desenvolvimento e também fazia a parte de comunicação interna e divulgação dos eventos da empresa, Elaborava os banners e cartazes.

Mas, como nem tudo são flores, algumas promessas não foram cumpridas e minha vontade de alcançar novos horizontes e me dedicar ao jornalismo foi falando mais alto.

Foi nesse tempo que fiz uma grande e importante escolha em minha vida. Pedi demissão!

Muitos não acreditam que iria sair de lá, afinal, foram oito anos de empresa. Deixei para trás um bom salário, ótimo emprego em uma das maiores empresas da cidade. Tudo isso pra quê? TRABALHAR COM JORNALISMO, correr atrás do meu sonho.

E como sempre digo, a vida é feita de escolhas. Eu fiz a minha. Pode não ter sido a certa, mas digo que estou muito feliz com ela.

Ainda não arrumei um emprego, infelizmente. Mas não desisto, afinal, esta é minha escolha e este é o meu SONHO.

segunda-feira, 15 de março de 2010

video
Vídeo Treinamento desenvolvido para os funcionários da empresa Facchini S/A falando sobre os conceitos do Programa 5S, e como seriam suas aplicações no ambiente de trabalho. Alguns trechos foram editados, pois continham fotos e alguns dados da indústria.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Vídeo sobre Web Tv

video

Vídeo produzido para a disciplina de Jornalismo Online. O trabalho fala sobre o que é Web TV, como se faz uma e o que é necessário para montar a sua Web TV.

Matéria feita para o Jornal Laboratório do curso de Jornalismo da Unifev - Jornal Hora H

Tribos mantêm suas tradições e rituais

As tribos urbanas são grupos que têm em comum o mesmo gosto musical, estilo de roupa, linguagem e filosofia de vida e possuem diferentes denominações, que servem como uma forma de socialização. Tribos de emos, punks, hippies, wiccanos, clubber, entre outras, são comuns no dia-a-dia dos joven que procuram maneiras diferentes para se expressar.
Em Votuporanga não é diferente. A cidade é repleta de grupos com ideologias e gostos diversificados. Estilos distintos podem ser encontrados em todos os lugares, principalmente no contexto universitário. Entretanto, um dos fatores de destaque é a forma de como a sociedade encara e reage diante do modo de ser dessas pessoas.
Para os "wiccanos" e "hippies", a filosofia se baseia na busca pelo contato com a natureza. Eles tentam, através dela, tirar seu próprio sustento e encontrar com seu próprio "eu". Já para os emos, que são mais sentimentais e não têm medo ou vergonha de demonstrar sentimentos em público, o que vale é pregar a simplicidade e abrir mão de modas impostas pela mídia. De acordo com as tribos consultadas pelo Hora H, na região ainda há muito preconceito da sociedade em relação a quem segue um estilo fora do "padrão". Em geral, as pessoas têm dificuldades para aceitar posturas e costumes diferentes, o que as afasta do convívio com quem pertence a uma tribo.

Caminhos rumo ao sagrado

A Wicca é uma religião que mistura várias formas e caminhos mágicos que pretendem ligar o homem à natureza e ao seu sagrado. A filosofia do wiccano é não prejudicar nada e ninguém e respeitar o livre arbítrio de cada ser e da própria natureza. Nos seus rituais, o wiccano usa um conjunto de instrumentos: vassouras, caldeirões, bastões, pedras, flores, velas, incensos e um pentagrama ou estrela de cinco pontas. Este último é utilizado para representar os elementos da natureza (terra, fogo, ar e água) além do espírito, chamado de éter.
Para a estudande Mihacza (nome wiccano), de 18 anos, a religião mostra um caminho que alimenta a natureza espiritual da existência, ou seja, transforma a maneira como se vê o universo e o que existe nele. Diferentemente do que é pregado por algumas pessoas, a Wicca não faz bruxaria. Os seguidores não fazem magia negra e muito menos interferem no livre arbítrio do outro.

Hippies: natureza é o sustento

Nascidos nos anos 60, com a intenção de modificar a sociedade e criar um mundo de sonhos, baseado no amor na arte e na paz, o movimento hippie busca acabar com os sentimentos e pactos ruins que cobrem o planeta, como o racismo, a pobreza e a desigualdade.
O artesão Eder Luiz Trefigle, 25, que morava em São Paulo e está em Votuporanga há seis meses, conta que é filho de pais que parciparam do Movimento Hippie. Atualmente ele trabalha vendendo artesanato próprio em feiras da cidade. Todos objetos são feitos com matéria-prima que ele retira da natureza. Trefigle diz que ele mesmo replanta as espécies que usa para sempre ter material de trabalho.
Sua filosofia é não prejudicar a natureza e sim fazer dela um canal de auto-sustentabilidade. A idéia é "não copiar, mas sim criar".
O artesão tem estilo alternativo de se vestir e por isso sofre preconceito em Votuporanga. "Ao entrar em estabelecimentos, os donos sempre nos olham meio desconfiados, devido nossa aparência", conta. Um dos sonho de Trefigle é montar uma ONG (organização não-governamental) de trabalhos artesanais para ensinar crianças a tirar da natureza seu próprio sustento.

Sentimentos à flor da pele

Devirada de um movimento underground, a tribo dos emos têm como lema "a expressão dos sentimentos através de gestos carinhosos". COm um estilo de roupa mais simples, não muito colorido, de preferência preto e branco, os emos não aderem à moda. As principais características são os cabelos pretos com franja caída, olhos pintados, pulseiras e tênis All Star xadrez.
Para o estudante universitário Raphael Ghunnter, 18 anos, a vontade de se tornar emo surgiu quando ele começou a ouvir músicas que expressam sentimentos e conhecer pessoas que fazem parte da tribo. Ele conta que no começo enfrentou vários tipos de preconceitos por adotar o estilo, pois sua família não opina, mas também não apoia. Quando decidiu trilhar por este caminho alguns amigos se afastaram por não curtirem seu novo jeito de ser. Já no primeiro emprego exigiram que ele cortasse o cabelo bem curto.
Na opinião de Ghunnter, o preconceito surge porque tudo o que é diferente é encarado como agressivo.

Cristiane Vieira
Rafael Furlan